Entre dados e pessoas: a liderança integradora de Mahuna Marinho no mercado financeiro

Para Mahuna Marinho, coautora do best-seller Mulheres nas Finanças – volume 3, tudo começa antes do cargo. Como ela diz: “Antes dos títulos, sou uma mulher movida por propósito e pelo compromisso de gerar transformação onde estou”.

Sua trajetória entre sistema financeiro, gestão pública e ambiente corporativo moldou sua visão. Segundo Mahuna, “minha formação no mercado financeiro me ensinou que decisões consistentes precisam ser sustentadas por dados, disciplina e responsabilidade”, mas foi no crédito que entendeu que “por trás de cada indicador, existem empresas, histórias e famílias”.

Para Mahuna Marinho, a ética é inegociável. “Nunca enxerguei ética como um limite para os negócios; enxergo como o principal diferencial competitivo”, afirma. Para ela, confiança é um ativo diário.

Na sua visão, gestão e pessoas caminham juntas. “Na minha visão, eles jamais estiveram em lados opostos. Compliance garante segurança institucional. O desenvolvimento humano fortalece a cultura”, pontua. A alta performance, diz, é consequência.

Ela defende o fim dos silos. “As organizações mais competitivas do mundo deixaram de trabalhar em silos. Hoje, resultado nasce da integração”, explica Mahuna. É assim que o cliente vê um parceiro, não só um fornecedor.

No crédito, sua máxima é direta: “Costumo dizer que crédito não começa na cobrança. Começa na prevenção”. Para Mahuna, “humanizar números significa compreender que cada indicador representa decisões empresariais, pessoas e negócios”.

Sobre preparo, é enfática: “Conhecimento técnico oferece segurança, mas autoridade é construída pela capacidade de transformar conhecimento em decisão”. E completa: “Quem lidera precisa aprender todos os dias para continuar relevante amanhã”.

Sua competência central é outra. “Sem dúvida, a inteligência emocional”, afirma. Para Mahuna Marinho, “escutar pode ser mais poderoso do que falar” e “firmeza não exclui empatia”.

No tema da diversidade, seu posicionamento é claro. “As mulheres conquistaram presença. Agora precisamos ampliar influência”, diz. Com experiência assessorando municípios paulistas, reforça que diversidade qualifica as decisões.

Mahuna quer que seu capítulo registre sua maior convicção: “pessoas são o maior patrimônio de qualquer organização e de qualquer sociedade”. Como conclui: “Acredito que o verdadeiro legado de uma liderança não está apenas no que construímos, mas nas pessoas que ajudamos a formar”.

Por Sérgio Botêlho Júnior

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