Casa do Menor reforça parceria com o governo federal

Nesta quarta-feira (9) os fundadores da Casa do Menor, padre Renato Chiera – de origem Italiana – e a brasileira Lucia Inês, estiveram em Brasília reunidos com o secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), Quirino Cordeiro, para reafirmar a parceria com o governo federal e prestar conta dos trabalhos desenvolvidos pela Instituição. Participaram também; a Diretora de Prevenção, Cuidados e Reinserção Social da Senapred, Claudia Leite; o Diretor de Articulação e Projetos Estratégicos, Edu Cabral e o assessor de comunicação da Casa do Menor em Brasília, Sérgio Botelho Junior.

Na ocasião, o Senapred enalteceu a história da Instituição dizendo que “faz um trabalho de grande excelência, hoje em 4 estados do Brasil, e tem uma história de 34 anos de trabalho em favor dos mais desfavorecidos da sociedade, das pessoas que estão à margem da sociedade”.

Para Quirino Cordeiro, é fundamental desenvolver ações estratégicas na área de prevenção ao uso de drogas, bem como políticas públicas no cuidado das pessoas, dos dependentes químicos, na estrutura familiar dos adictos e na sociedade como um todo. “Cuidar das pessoas, em especial das menos favorecidas, é fundamental pra que as pessoas possam realmente desenvolver uma vida cidadã, uma vida plena. O trabalho de prevenção de drogas precisa ocorrer em várias frentes”, pontua.

“E uma dessas principais frentes é a capacitação para o mercado de trabalho e isso daí é uma estratégia de ação que tem sido desenvolvida pela Casa do Menor, que conta com apoio da Senapred. Porque nós temos muito claro que capacitação para o trabalho é uma possibilidade da pessoa trabalhar, se desenvolver, ter recursos para cuidar de si, das suas famílias, é muito importante na prevenção das drogas”, destaca o Senapred.

Quirino Cordeiro disse ainda que a capacitação para o mercado de trabalho, além de transformar a vida de crianças e adolescentes, o Brasil pode ser um país melhor longe das drogas. “Então quanto mais ações nós tivermos pro desenvolvimento integral das pessoas, com certeza mais protegida nossa sociedade vai estar das drogas e também de outros graves problemas, que hoje ainda infelizmente assolam parte considerável da nossa população”, afirma.

Questionado sobre a possibilidade da Instituição vir para Brasília, Dr. Quirino responde que: “seria muito importante pra que a Casa do Menor pudesse trazer o seu modelo de cuidado, seu modelo de trabalho na área social, pro coração do poder e sem dúvida alguma fazer com que isso pudesse ser o modelo a ser seguido por todo o Brasil”.

Já o Padre Renato acredita que a partir desse encontro nascerá novas parcerias com o governo. “Nós somos 34 anos, quase 35, que trabalhamos nisso e encontramos, eu diria né, um caminho que pode ser de resposta simples, mas eficaz a está grande problemática”. Ele ainda conta que foi bem recebido pelo Dr. Quirino.

“Como sempre foi muito amigável, ele é uma pessoa especialíssima, ele tem um coração grande, mas também uma sensibilidade muito grande. Ele nos dedicou muito tempo, ele estava muito interessado também nossas propostas pedagógicas e também se mostrou interessado para ver como nós poderíamos colaborar também por políticas públicas”, enfatiza o padre Chiera.

Lúcia ainda elogiou o acolhimento do governo federal. “São pessoas que acolhem e escutam o que a gente tá na ponta, o trabalho que a gente tá fazendo, querem entender melhor pra poder criar políticas que possam responder às necessidades do público-alvo que a gente trabalha”.

A Entidade foi fundada para resgatar e promover as vidas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. E tem como missão: “Ir ao encontro de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias em situação de risco e atender com programas de acolhimento, desenvolvimento comunitário, profissionalização e inserção no mercado de trabalho, e comunidade terapêutica visando inclusão e protagonismo”.

Vale destacar que a Casa do Menor segue as seguintes linhas de ação: Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes Deficientes, Acolhimento Especializado de Adolescentes Usuários de Drogas, Casa Lares, Cultura, Esporte e Lazer, Educação Infantil, Profissionalização e Inserção no Mercado de Trabalho.

É importante frisar que a obra social, que não possui fins lucrativos, gasta em torno de R$ 7 milhões ao ano para manter mais de 5.000 crianças e adolescentes usufruindo de creches, cursos profissionalizantes e educação cidadã e o padre fundador da Casa do Menor comemora o fato de que, em mais de três décadas de existência, a instituição tenha conseguido salvar mais de 100 mil jovens.

Ascom ImagineAcredite

você também pode gostar...