Falar sobre feminicídio é falar sobre dor, ausência e injustiça. Para jogar luz sobre essa pauta urgente, a Revista Imagine Acredite escolheu o tema “Contra o Feminicídio, a Favor da Vida” para celebrar seus sete anos de atuação. O evento será realizado no dia 27 de maio de 2026, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília.
A cerimônia vai além da comemoração: foi pensada como um chamado à consciência do poder público e da sociedade civil. Esta edição contará com homenagens a personalidades que fortalecem os valores de justiça e respeito, entre elas o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, que receberá um reconhecimento por sua trajetória pública.
“Não podemos tratar a violência de gênero apenas como estatística. Cada número representa uma vida interrompida e uma família destruída”, afirmou Waldir Maranhão.
“O Parlamento precisa ser também um espaço de proteção e de escuta para as mulheres brasileiras.”
Dados alarmantes
Os dados mais recentes escancaram a urgência do debate. Nos três primeiros meses de 2026, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio, consolidando o trimestre mais letal da história recente. Isso significa que uma mulher foi assassinada a cada 5 horas e 25 minutos no país. Apenas em janeiro, foram contabilizadas 142 mortes.
A realidade se mostra ainda mais cruel quando se analisa a origem da violência:
- Mais de 90% dos casos: O agressor é o companheiro ou ex-companheiro da vítima. A violência mora dentro de casa, no lugar que deveria oferecer segurança.
- Recorte racial: A maioria absoluta das mulheres assassinadas no país é negra.
Um chamado à ação
Para Maranhão, o enfrentamento exige união coletiva. “Cada mulher assassinada representa uma falha do Estado e da sociedade. Não podemos naturalizar essa crueldade nem aceitar que as mulheres continuem vivendo com medo”, declarou. “É preciso fortalecer as políticas públicas, garantir uma justiça rápida e educar para o respeito desde a escola.”
O evento da Revista Imagine Acredite busca mobilizar instituições de segurança, saúde, educação, lideranças religiosas, famílias e movimentos sociais. A proposta é clara: ações efetivas precisam ir além da criação de leis. É urgente ampliar a rede de acolhimento e conscientizar que o amor jamais combina com agressão, controle ou violência.
“Quando protegemos uma mulher, defendemos a vida, fortalecemos a família e construímos um futuro mais justo para todos”, finalizou Waldir Maranhão. “Nenhuma mulher deve morrer pelo simples fato de ser mulher. Que o nosso grito seja sempre contra o silêncio e a favor da vida.”
Por Waldir Maranhão



