Marilene Mariottoni une política, engenharia e jornalismo em defesa da liderança feminina

Primeira mulher a presidir a Câmara de Moji Mirim (1997-1998) e vereadora por cinco mandatos, Marilene Mariottoni transformou a experiência no Legislativo em plataformas de articulação para outras lideranças femininas. Hoje ela organiza painéis de liderança pela AMPPESP, assina a coluna “Mulheres em Destaque” na APM — que completará dez anos em 2027 — e foi uma das fundadoras da Associação de Prefeitas e Vice-prefeitas do Estado de São Paulo (APVPESP).

Sobre as barreiras enfrentadas no início da carreira, ela é direta: “A Mulher tem sempre que provar competência para ser respeitada e para atingir os objetivos”. Na presidência da Câmara, seu foco foi “valorizar o Legislativo, através de um trabalho sério e eficaz das Comissões permanentes, da discussão dos projetos, da transparência e da maior proximidade com a população”.

Nos painéis da AMPPESP, Marilene leva autoridades femininas para reforçar a necessidade de coerência na política. “Não se deve usar o poder para vaidade ou para negócios, mas sim para propiciar a concretização das justas reivindicações populares”, afirma. O trabalho busca ampliar a participação feminina nas esferas de poder “com trabalho conjunto com os Homens para o bem estar do município”.

A formação em engenharia civil e a atuação como professora universitária e coordenadora de curso moldam sua escrita jornalística. Na coluna “Mulheres em Destaque”, ela dá visibilidade a prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras e lideranças, incentivando “foco, coerência, trabalho em equipe, engajamento e luta para conhecerem cada vez mais a administração pública e torná-la próxima do cidadão”.

A APVPESP nasceu da experiência acumulada em entidades como a APM, onde atua há 17 anos. Marilene fez indicações para a primeira diretoria, buscou convênios e redigiu a revista nº 1 da associação. “A APVPESP deve lutar pela união delas e pela maior participação da Mulher na política, aperfeiçoando-se com o passar dos anos.”

Mesmo com presença em conselhos como FIESP, CNCM, API e AMEAG SP, ela organiza a agenda com calendário fixo e reuniões online, além de congressos como os da FAMEAG, AMEAG SP, APM e AMPPESP, que considera “muito produtivos”. Na engenharia, área ainda majoritariamente masculina, destaca como ação concreta das entidades “propiciar o debate constante sobre os desafios da engenharia e o papel da Mulher nessa área tecnológica”.

Questionada sobre o que diria à Marilene de 1989, no início da carreira, ela responde: “Trabalho e seriedade deram bons resultados e você é muito bem recebida no município, com muito carinho e reconhecimento, pois fez sua parte com muita determinação, foco, trabalho incansável, transparência e amor pelo município e pelo povo. Provou que a Mulher tem condições de assumir cargos de liderança nas várias esferas de poder.”

Por Sérgio Botêlho Júnior

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